Gol a Gol: se pega com o pé é dibra. Alguns podem achar estranho a palavra “dibra”, que é uma adaptação brasileira e malandra do “drible”, que quer dizer enganar. Mas há quem diga que jogador nenhum faz “drible”, mas sim que dibra. A palavra ficou.
Nos anos de 1960, esse era um jogo em que dois meninos podiam brincar horas a fio com uma bola de futebol. Talvez, anos antes também, mas aqui é memória desse que vos escreve. E por que meninos e não meninas? Porque naqueles idos anos meninas não brincavam de futebol. Hoje, ainda bem, é diferente. Por vezes, vejo meninas e meninos chutando bola na rua – e elas costumam ser feras no jogo, não dando mole para eles.
Em que consiste o jogo? Um menino – hoje, também, uma menina – se posiciona no gol e o outro no gol defronte. Brincávamos na rua. O gol era o portão de uma garagem e o gol da outra casa. Ou, na falta destes, marcava-se os gols com pedras no chão. A regra é simples: o título diz tudo – gol a gol, se pega com o pé é dibre. Uma criança chuta a bola e a outra tenta agarrar. Porém, não é só isso. E aí vem a surpresa dessa brincadeira.